quinta-feira, 20 de junho de 2013

Manifestações Públicas têm Trazido Mudança Real?

Na história da humanidade, detrás de uma aparente ideologia de libertação e justiça humana, sempre se encontra a destruição do bem e do direito. É isso que se constata ao se analisar cada revolução encabeçada por aqueles que pretendiam servir o povo, instalarem o “Governo do Povo”.
Tendo em vista, segundo alguns, que a análise de determinada situação pode sofrer prejuízo, se não for vivenciada, na verdade, se obtêm uma vantagem ao verificar os fatos apurados pela história sob uma visão global dos acontecimentos. Segundo Platão, “O homem inteligente aprende com seus próprios sofrimentos; o homem sábio aprende com os sofrimentos alheios”. A história e a experiência podem, sim, proporcionar uma visão confiável daquilo que não se sente na pele. Na história da humanidade o povo tem experimentado, mas não percebido o que realmente lhe acontece.

Vejamos alguns exemplos daquilo que se pretendia de imediato, que com o desenrolar dos fatos não se alcançou, mas se transformou no oposto das intenções de liberdade e justiça prometidas às grandes massas:
A grande nação chinesa passou por muitos movimentos e conflitos, internos e externos, e desde o início do século XIX, nos momentos antecedentes à Revolução Chinesa, iniciou-se ações, de momento, como as inglesas e a instauração da Companhia das Índias Ocidentais favorecendo uma estrutura em busca de alguns objetivos, mas não os de auxilio ao povo, que mais tarde tem a participação do Japão, da antiga URSS, e até EUA. A partir daí (é claro que se trata de uma história mais recente da China), desenrola-se a busca pelo principal alvo – aquele de enriquecer explorando o potencial de territórios alheios e às vidas ali existentes, que se iniciou desde que o mundo é mundo, que se intensificou com o mercantilismo do século XIV, passando ao imperialismo – do qual a China é uma das vítimas, que culmina com o capitalismo atual. Nunca é demais lembrar que o custo desses movimentos exploratórios sempre foi milhares de vidas ceifadas; e em alguns casos povos inteiros, sob o uso desonesto das forças populares.

Essa história não é só da China, de Mao-Tse-Tung que se intitulava “O Grande Timoneiro” e seus partidários que continuam a sustentar que ele foi responsável por uma série de mudanças positivas que vieram à China durante seu governo de três décadas. Estas incluíram a duplicação da população escolar, proporcionando a habitação universal, abolindo o desemprego e a inflação, aumentando o acesso dos cuidados a saúde, e elevando drasticamente a expectativa de vida (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre); mas que fazem vista grossa para a opressão causada pelo regime comunista. No caso da China, ainda hoje é fechada; embora tenha certa abertura ao mercado e a outras culturas, é controlada em tempos atuais com mão de ferro ao ponto de limitar o acesso ao Google e Facebook, para ter uma ideia. Esse é o resultado que se tem!

Se o pano de fundo sempre foi exploração dos mais “fracos” por partes dos mais “fortes”, por outro lado, historicamente, os líderes que pretendiam mudar tal realidade de seu povo explorado não puderam constatar posteriormente os resultados de suas ações, mesmo assim usaram seu povo para alcançar suas próprias intenções, e é claro que alguns tiveram sinceridade em seus feitos, contudo não alcançaram o pretendido. Portanto, são responsáveis. Conquanto, as gerações futuras têm condições e a obrigação de analisar os fatos a fim de não incorrer nos abusos do passado. Enquanto defendiam políticas populares e distribuíam terras aos mais pobres, ditadores conquistavam o apoio do povo; a mesma gente que mais tarde se via oprimida e controlada pelos seus pretensos libertadores, e nem se quer deu conta de que eram usados para certos fins egoístas e pessoais.

Essa história também é da URSS, de Lênin e Stalin; como também de Cuba, de Fidel Castro – de medicina de admirada e educação priorizada, mas de um povo desigual e oprimido; da Alemanha liderada por Hitler e seus assassinatos em massa, tudo em nome de uma nação superior livre do Ocidente capitalista; da América Latina e seus revolucionários, Lampiões e “Robin Hoods”, foras da lei e justiceiros. Na verdade, pouco conseguiram mudar.

O que se pretende aqui não é afirmar que o governo não deva ser para o povo, que a Educação, ou a Saúde, ou qualquer outro setor não precise de investimentos pesados. A proposta é analisar e entender o que se mistura aos ideais e o que os manipula gerando um resultado oposto ao que se usa como pretexto.

Veja-se a Ditadura no Brasil. Quem é a favor da Ditadura no Brasil? Acho que ninguém em sã consciência a desejaria de volta. Mas, apesar do que ela significou de fato, também encontramos alguns fatos positivos. Foi nesse período que as primeiras hidrelétricas foram instaladas, as extensas rodovias como a Transamazônica, embora inacabada na região Norte, que corta 7 estados brasileiros - Paraíba, Ceará, Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará e Amazonas - pode ser vista da lua, no meio da maior floresta tropical do mundo e ferrovias foram aprontadas, o que facilitou o transporte entre estados, sem esquecer das indústrias pioneiras, a instituição do Congresso (Goulart), entre outras coisas como fechar as portas do País para o comunismo cubano. Contudo, tal regime político foi marcado pelos AIs (Atos Inconstitucionais), censura, assassinato, e outros crimes contra o povo. Mas até a cruel ditadura no Brasil tem coisas boas.

O fato é que se usa, historicamente, por parte dos manipuladores o “bom” como justificativa para o “mal”. Não é necessário esforço para lembrar os argumentos Norte-Americanos para invadir o Kuwait, por exemplo. O pretexto era libertar o povo da opressão de Saddan Russein, mas o que se percebe no final é o interesse pelo petróleo daquela região e, de uma forma mais profunda, enraizar o capitalismo no Oriente; ou ainda, iremos apagar dos registros da história o famoso “pão e circo” de Roma, que distribuía vinho e pão aos expectadores de milhares que eram crucificados e atirados às feras para fazer a população esquecer que vivia sofrida e sugada, para custear a luxúria dos governantes.

O que dizer então das revoluções Francesa e Industrial? Enquanto esta última proporcionou avanço tecnológico ao ponto de fazer surgir inúmeras invenções, mudança na cultura e na sociedade, no fim favoreceu o enriquecimento de poucos e o empobrecimento de muitos através de um aprofundamento nas diferenças de classes. Tem benefícios, mas esses se tornam menos úteis face à desvalorização das pessoas. Já a primeira, foi talvez a mais falsa intenção ideológica de todas em relação ao que se prometeu e não se colheu. Trouxe muitas mudanças que inclusive se ramificaram influenciando todo o mundo. Tal movimento aniquilou a servidão e os direitos feudais e proclamou os direitos universais “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, que fundamentam as Leis em quase todos os países do globo. O Iluminismo de Voltaire, Diderot, Montesquieu, John Locke, Immanuel Kant e outros, sem dúvida combateu o absolutismo a Monarquia e defendeu uma liberdade, mas que em tempos atuais serve de base para defesa do direito de alguns e desrespeito ao direito de outros. Por exemplo, independentemente da discussão sobre o certo e o errado, no caso da união entre pessoas do mesmo sexo, certamente os que desejam ter esse direito de fato o têm; que lutem por ele, isso não quer dizer que estejam com a razão, mas têm o direito de lutarem pelo que desejam; contudo, no tocante aos que discordam, não podem ser impedidos de dizerem o que pensam sobre o assunto. Se há liberdade de expressão, com bases iluministas e de Leis, por que não se pode discordar? Por que não se pode opinar? Será que o resultado da liberdade é só para alguns, ou ela é usada para alguns fins e outros não? O fato de opinar, mesmo que esteja exercendo o respeito ao ser humano, faz de alguém com outro ponto de vista um “homofóbico”? E isso não é só com esse assunto.

Poderíamos passar uma vida argumentando, mas permitam-me apenas mais um exemplo:
O que se passa com esse movimento nas ruas do Brasil? O que pretendem os manifestantes? Defendem o quê? Quem são esses que estão nas ruas?

A história do País mostra que mesmo quando o povo foi às ruas lutar pelas “diretas já” e conseguiram o direito ao voto direto, nossa geração tem vivido o “voto de cabresto” disfarçado. Aquele que é de direito, mas não se sabe o que fazer com ele. A estratégia continua igual a anterior, só que hoje a manipulação é direcionada ao povo. Como ele não recebe educação; quando não recebe saúde; não recebe justos salários; quando não estão empregados, sonham com mudança. Como não estão preparados para ela, e como fazê-la, vendem-se à falsa esperança! Quando pediram o impeachment de Collor, foram às ruas, e acreditaram que algo havia mudado, mas os anos seguintes mostraram que a corrupção não tinha acabado e que a educação não melhorou grande coisa, o mesmo se deu na saúde. No fim, viram-se manobrados. Falsa esperança! Essa é a manipulação de massa. Apresenta-se o que é desejado, promete-o, propaga-o, mas no fim não o dá. O resultado é o surgimento de novas esperanças que também não são supridas; vira uma grande roda gigante!

Novamente estão nas ruas. O que mudará? Segundo a análise da Dra. Denise Paiero, atuante no Núcleo de Estudos de Gênero/Raça e Etnia – GERE – Mackenzie, e no Centro Interdisciplinar de Semiótica da Cultura e da mídia – PUC/SP (estudante), não há garantias disso:
“A manifestação é pacífica embora existam alguns que não estão lá para protestar... Essa é uma geração que cresceu atrás do computador e descobriu, de repende, que as ruas têm força, é um modo de se mostrar... É um movimento apartidário... mas para onde eles vão depois? Eles foram às ruas, e agora? O que se faz com isso? Qual a direção? Eles não têm uma unidade a respeito do que estão protestando. Levam cartolinas e escrevem coisas nelas na hora... O perigo é que uma multidão sem direção pode ser usada como massa de manobra...” (Band News) 19/06/2103, às 18:29.

É preciso uma reflexão. Alguém pode dizer:

"o verdadeiro conhecimento coloca os homens acima de toda a lei", que "todos os pecados cometidos são inocentes", pois "o que quer que seja, está certo", e "Deus não condena".
Assim, declara ele a todos os homens: "Não importa o que façais; o Céu é vosso lar vivei como vos aprouver." Multidões são levadas assim a crer que o desejo é a lei mais elevada, a libertinagem é liberdade, e que o homem é apenas responsável a si mesmo. 
Com tal ensino dado logo ao princípio da vida, quando os impulsos são os mais fortes, e mais urgente a necessidade de restrição própria e pureza, onde está a salvaguarda da virtude? O que deverá impedir que o mundo se torne uma segunda Sodoma? {Ed 228.1}

Ao mesmo tempo a anarquia procura varrer todas as leis, não somente as divinas mas também as humanas. A centralização da riqueza e poder; vastas coligações para enriquecerem os poucos que nelas tomam parte, a expensas de muitos; as combinações entre as classes pobres para a defesa de seus interesses e reclamos, o espírito de desassossego, tumulto e matança; a disseminação mundial dos mesmos ensinos que ocasionaram a Revolução Francesa — tudo propende a envolver o mundo inteiro em uma luta semelhante àquela que convulsionou a França. {Ed 228.2}

Tais são as influências a serem enfrentadas pelos jovens hoje. Para ficar em pé em meio de tais convulsões, devem hoje lançar os fundamentos do caráter. (EGW, Educação. 228.).

Em outro texto da mesma escritora encontramos:

O bulício e a confusão que enchem essas cidades, as condições que nelas criam as uniões trabalhistas e as greves, tornar-se-ão grande desvantagem para a nossa obra. Buscam os homens conseguir que os elementos empenhados em diferentes profissões se filiem a certas uniões. Esse não é o plano de Deus, mas dum poder que não devemos jamais reconhecer. A Palavra de Deus se está cumprindo; estão-se os ímpios ajuntando em molhos, prontos para serem queimados.

Vivemos em meio de uma epidemia de crime, diante da qual ficam preocupados os homens pensantes e tementes a Deus em toda parte. A corrupção que predomina está além da descrição da pena humana. Cada dia traz novas revelações de conflitos políticos, de subornos e fraudes. Cada dia traz seu doloroso registro de violência e ilegalidade, de indiferença aos sofrimentos do próximo, de brutal e diabólica destruição de vida humana. Cada dia testifica do aumento da loucura, do assassínio, do suicídio. Quem pode duvidar que agentes satânicos se achem em operação entre os homens, numa atividade crescente, para perturbar e corromper a mente, contaminar e destruir o corpo? (Conselhos para Saúde, 25 - EGW)

Outro exemplo: Nunca devemos esquecer como os judeus receberam a Jesus. Eles queriam uma libertação de um império opressor para serem dirigidos por um rei nesta terra, satisfazendo os seus interesses de forma que os tornasse uma nação livre. Mas o que Deus prometeu foi um libertador do pecado, da sentença de morte eterna, que daria uma paz interior superior à falsa esperança terrena, que voltaria e reinaria eternamente; por não crerem, os judeus foram rejeitados. Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá.” João 14:27. Estas são as palavras de Jesus Cristo: “Meu Reino não é deste mundo...” E, “ Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim...Virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.”


Aconteça o que acontecer neste mundo a promessa de Cristo se cumprirá. No caso dos Judeus, não seguiram os conselhos de Cristo e viram Roma destruir Jerusalém, no ano 70 d.C., com cerca de 1 milhão de mortos, segundo Flávio Josefo (historiador do primeiro século e testemunha ocular do massacre). Há uma esperança genuína que muitos não compreendem e sofrem com o engano e a manipulação. Quando seguidores de Jesus se misturam em atividades populares embebidos com falsas esperanças de mudança, perdem de vista a Sua promessa, e não estão diferentes aos judeus do passado. Mas o Mestre disse “cuidado pra que ninguém vos engane” Mat. 24:3.

Sem margem para erro, o Senhor encoraja a todos que desejam um Reino superior a confiar nEle, depositando sobre Jesus não apenas suas ansiedades e tristezas, mas a sua confiança. Este mundo só ficará pior. Sob uma falsa promessa de paz não verá soluções por suas próprias forças. A História tem provado isso, e a Bíblia diz “ Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão. 1 Tess. 5:3.
                                                                                                                                            
Outras fontes:
Voltaire. Info Pensador. Página visitada em 3 de fevereiro de 2012.
 A Revolução Francesa. História do Mundo - Educa Terra, Terra.com.br. Página visitada em 2 de maio de 2011.
SOUZA, Osvaldo Rodrigues de. História Geral São Paulo: Editora Ática, 1990. ISBN 85-08-02735-5
Bíblia Sagrada

JOSEFO, Flávio – The war of th Jews.

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